vultos do voto

A CRUZADA ELEITORAL PELAS MULHERES

As estratégias e as contradições na busca da direita pelo eleitorado que pode decidir a eleição
Mulheres da etnia Krahô, em Tocantins, durante votação nas eleições de 2022 - Pedro Ladeira/Folhapress
Mulheres da etnia Krahô, em Tocantins, durante votação nas eleições de 2022 - Pedro Ladeira/Folhapress

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Charlles Batista defendeu em quatro eleições, municipais e federais, valores relacionados à moral e aos bons costumes: reforçava em seu discurso que era cristão, pai de família, vestia verde e amarelo, acusava adversários de “condutas inaceitáveis”, e espalhava fotos suas nos tempos de Polícia Rodoviária Federal, seja apenas de farda, seja sentado num trono de armas segurando um fuzil cenográfico feito de projéteis dourados.

Mesmo que tenha concorrido a diferentes cargos em diferentes pleitos eleitorais, só se elegeu de cara uma vez, em 2016, como vereador de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, onde nasceu e cresceu. Em 2018, candidatou-se à casa legislativa do estado do Rio. Perdeu, mas chegou à assembleia dois anos depois, na na suplência da vaga deixada pelo Dr. Serginho, que virou secretário do governo Claudio Castro. 

Ainda em 2020, decidiu se à Prefeitura de São João. A cidade ficou entupida de banners e outdoors de Batista acompanhado de Flávio e Jair Bolsonaro – tentando se valer do capital político da família num reduto simpático às ideias mais conservadoras. Não levou. Em 2022, pleiteou uma vaga na Câmara dos Deputados, em nova tentativa de surfar no bolsonarismo. Perdeu novamente. 

Sua sorte começou a mudar quando assumiu, a convite de Castro, uma vaga no conselho da agência fluminense de transportes, a Agetransp – apesar de não ter vestígios do notório saber técnico pedido para a função .

A vaga no conselho da agência impulsionou a carreira de Batista. Não por desenvolver projetos de mobilidade no estado, mas por tornar conhecido um símbolo da Agetransp: o colete que fiscais usam em averiguações nos modais da instituição. Isso porque foi o rosto que estampou uma mudança que vem chamando atenção: ele encabeçou, junto com o deputado estadual Guilherme Delaroli (PL-RJ), o projeto de expandir os vagões exclusivos para mulheres em trens e metrôs para todo o expediente. Mais do que isso: ele se tornou um xerife das composições nas redes sociais – mesmo depois que deixou a Agetransp e o PL para filiar-se ao União. 

Tudo começa às cinco da manhã – quando, em dias úteis, os vagões estão abarrotados de pessoas. Batista fica a postos, com sua singela equipe de filmagem, em plataformas da Supervia e do Metrô Rio, geralmente em bairros suburbanos – como Deodoro, Irajá e Vicente de Carvalho. Fica posicionado na altura do penúltimo carro, o exclusivo para transporte de mulheres – nos quais, na verdade, ele espera ver homens. É aí que entra em ação. 

“Levanta-te e anda”, ele diz assim que coloca um dos pés no vagão, assim como disse Jesus ao aleijado em quem operou um milagre. Para um rapaz, pede encarecidamente que ceda o lugar para uma senhora que estava em pé bem à sua frente. Com outros, a conversa fica inflamada e rolam xingamentos e dedos em riste. As intervenções recebem os aplausos das mulheres que viajam nos vagões femininos. Outras lhe estendem a mão e dizem para que ele continue fazendo aquele trabalho de fiscalização. 

Nos vídeos, Batista adiciona uma trilha sonora dramática, o que dá a ele ares de herói, como em parte considerável dos conteúdos para redes produzidos por políticos. O roteiro vem sendo seguido à exaustão em suas redes sociais – e a fórmula funciona. Desde que começou a publicar os vídeos em seu perfil, ele ganhou quase 800 mil seguidores.

Na primeira semana de maio, em frente ao acesso principal da estação de metrô da Pavuna, um grupo de homens e mulheres usando coletes da Agetransp distribuía, com um sorriso no rosto, um folheto de fundo cor-de-rosa. “VAGÃO FEMININO AGORA É 24H”, estava escrito em letras garrafais na frente. Mais abaixo, continuava: “Através de nosso trabalho, conseguimos a alteração da lei. Agora, a Lei Estadual nº 4.733/06 garante o uso exclusivo do vagão feminino durante todo o dia nos sistemas metroviário e ferroviário do Estado do Rio de Janeiro. RESPEITE O ESPAÇO. MAIS RESPEITO. MAIS SEGURANÇA. MAIS DIGNIDADE.” 

A peça não mencionava o nome da agência reguladora onde Batista trabalhava. No entanto, contava com uma foto sua e seu nome, de braços cruzados, no cabeçalho. No verso, mais uma foto – dessa vez ele posa ao lado de uma seguidora (ou possível eleitora) que, na Central do Brasil, o parou para uma foto. E havia ainda o usuário de seu perfil no Instagram. Não há mais trono de armas, fuzis ou projéteis dourados. É uma estética que sugere segurança e confiança, mas sem violência e agressividade. É feita para acolher a mulher indefesa. 

Poucos dias antes da panfletagem, conversei com ele por videoconferência. Perguntei o que motivou sua mudança de abordagem ao privilegiar o eleitorado feminino. Primeiro, disse que sentia uma “incapacidade de ação” no terreno da segurança pública. Nas palavras dele, a coisa ficava bem mais num campo discursivo: “Quando você não tem mandato, fica só falando que quer ajudar. É apenas uma promessa e não tem como agir ”, diz. E, depois, porque o antipetismo que lhe caía tão bem acabou causando rusgas entre possíveis novas eleitoras. 

Num post, ele associa a alta de casos de feminicídio ao governo Lula. Uma seguidora responde: “Eu super concordo com a sua posição de fiscalizar. Mas agora dizer que os números de feminicídio sobem no governo do Lula é sacanagem. Feminicídio sempre existiu, a diferença é que as mulheres estão denunciando mais agora, ou você prefere um governo que as mulheres sejam silenciadas? Pq o do Bolsonaro seria exatamente isso.” Charlles conta que outra seguidora pulou do barco depois de ver uma foto sua abraçada com Flávio Bolsonaro. 

Por essas e outras, Batista agora prefere se manter isento – nem esquerda nem direita (ele, que já foi parceiro de Flávio, se desentendeu com o candidato do PL). “Eu não quero saber, no momento, se aquela mulher está sendo prejudicada ou atingida, se ela é crente, macumbeira, negra, branca, de esquerda, direita. Eu quero protegê-la e cumprir a função para a qual eu fui chamado por elas mesmo, que é defender a bandeira de proteção da mulher aqui no estado do Rio de Janeiro. E se Deus quiser, a gente vai fazer com que essa pauta vire nacional.”



A abordagem de Batista é sintoma de algo maior. A direita está de olho no eleitorado feminino, que compõe a maioria entre os eleitores (52,8%, enquanto homens são 47,2%) e que costuma ter mais diálogo com as pautas da esquerda. Por isso, é a parcela que pode decidir a eleição deste ano. 

No programa de governo de Flávio Bolsonaro, ele defende, na seção Brasil por elas, que “fortalecer as mulheres é fortalecer a família”. É um conjunto de doze propostas, dispostas em cinco páginas, entre as quais prevê o endurecimento de penas decorrentes de violências doméstica e sexual. Além disso, o candidato promete facilitar crédito e garantir um “voucher creche” – para o caso da rede pública de ensino não conseguir oferecer vagas. 

Pode-se dizer que é um grande avanço em relação a seu pai. No plano de governo que elaborou para a eleição de 2018, Jair Bolsonaro só usou a palavra “mulher” uma única vez: "Combater o ESTUPRO de mulheres e CRIANÇAS!" – mantidas as letras garrafais randômicas. Em outro ponto, há uma única proposta: a inclusão de consultas odontológicas em programas neonatais. Não há menção a feminicídio, violência doméstica ou mesmo às creches. Já em 2022, na tentativa frustrada de reeleição, as mulheres aparecem com mais frequência, dividindo espaço, porém, com outros grupos, como idosos e pessoas com deficiência.

A busca pelo voto feminino, no entanto, expõe a direita a contradições, sobretudo em assuntos de alcance nacional. Um exemplo recente ocorreu nas discussões sobre o PL da Misoginia, proposto pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA). A proposta altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, a Lei do Racismo, e inclui o ódio e a aversão às mulheres entre os crimes previstos e torna essa prática inafiançável e imprescritível. 

O endosso e a participação da direita nos debates foram acompanhados de tentativas de desidratar a proposta ou de críticas que mostram um desajuste na defesa da pauta. Batista, por exemplo, diz que a lei tende a “robotizar” as relações sociais. Ele explica: “Achei aquela mulher bonita. Será que eu posso olhar? Será que não posso?” Conclui dizendo que acha “muito extremo isso aí”. 

O texto foi votado e aprovado pelos senadores em março deste ano, inclusive com o voto de Flávio, que, com medo de reações eleitorais, acabou favorável ao projeto. Mas o caminho para levar o assunto ao plenário foi tortuoso. Em outubro do ano passado, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) apresentou à mesa da casa um documento com quatro emendas ao projeto de lei original apresentado por Lobato. A terceira emenda do documento mudava completamente a redação do artigo de nº 1 do texto original. A Lei 7.716, de 1989, passaria a tipificar a misoginia como crime de discriminação e, portanto, passou a ter a seguinte redação: “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional ou praticados em razão de misoginia.”

A proposta protocolada por Girão propunha que o artigo de nº 1 tivesse um parágrafo único com a seguinte redação: “Para os fins desta Lei, considera-se misoginia a conduta dolosa que promova ou incite discriminação, hostilidade, segregação ou violência contra mulheres, em razão de sua condição feminina, vedada a punição de manifestações de natureza artística, científica, jornalística, acadêmica ou religiosa, quando ausente a intenção discriminatória.”

Era um movimento claro de Girão para enfraquecer a tipificação da lei nos ataques às mulheres. Suas sugestões foram abraçadas pela bancada bolsonarista. O senador, que hoje é candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo), afirmou que as mudanças “preservam críticas legítimas, divergências de opinião e manifestações artísticas, científicas, jornalísticas, acadêmicas, morais ou religiosas quando não houver essa intenção discriminatória”. A senadora Soraya Thronicke (PSB-MT), uma das maiores entusiastas da lei, disse à época que as sugestões de Girão “acabavam com o projeto de lei”. “Essa lei foi editada várias vezes. Por que, quando é sobre direito de mulheres, fazem esse escândalo?”, disse Thronicke.

No fim, o projeto foi aprovado no Senado sem abstenção, mas sem a redação proposta por Girão. No dia da votação entre os senadores, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) gravou um vídeo com informações falsas para descredibilizar a proposta. “Perguntar para uma mulher se ela está de TPM, duvidar, questionar, tirar a voz dela num debate vai ser considerado crime agora segundo o Senado Federal.” A deputada Erika Hilton (Psol-SP) acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) contra o político por desinformação. Nikolas acabou apagando o vídeo depois.

Na Câmara, a situação foi ainda pior. A relatora Tabata Amaral (PSB-SP) articulou junto ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que o projeto tramitasse rapidamente e fosse votado antes das eleições. Ao invés de passar por comissões especiais, Motta criou um grupo de trabalho para analisar a proposta. Todos os partidos participaram das reuniões, inclusive os parlamentares da bancada evangélica e do PL, o partido da família Bolsonaro. 

Tabata fez mudanças no texto que veio do Senado. Alterou a definição de misoginia e propôs a substituição dos termos “ódio” e “aversão” pelas expressões “menosprezo ou discriminação” em razão da “condição de mulher”. Também propôs a suspensão temporária de conta ou perfil na internet que veiculem conteúdo ilícito, de olho no conteúdo produzido pelos “redpills”. “Nunca enfrentei uma oposição tão forte, tão violenta e com uma campanha forte nas redes sociais com mentiras, do tipo que eu quero prender crianças e era a favor de estuprador. Que política é essa que se sustenta atacando mulheres? Que parlamentares são esses que acreditam que vão ser mais votados e vão ter mais visibilidade se eles se mostrarem como pessoas que se colocam ferrenhamente contra as mulheres?”, disse Tabata.

As articulações e pressões da extrema direita deram resultado e o projeto não foi votado antes das eleições. O objetivo era evitar que a pauta e sua respectiva aprovação se tornassem um ativo eleitoral para Lula – Janja, a primeira-dama, era uma das maiores entusiastas do avanço do projeto no Congresso. 

Por isso, Flávio Bolsonaro, que votou a favor do projeto de lei no Senado, chegou a dizer que a proposta era uma “armadilha petista”. A estratégia da extrema direita, tanto no Senado quanto na Câmara, escancarou a contradição que permeia o campo político: ao votar contra a proposta, os deputados ficam em maus lençóis com o eleitorado feminino. Se favoráveis, podem perder parte do eleitorado masculino e acabar reforçando candidaturas progressistas.


Em países europeus, candidaturas da extrema direita começam a ganhar alguma notoriedade. Na França, Marine Le Pen abandonou as falas misóginas de seu pai, Jean-Marie Le Pen, e abraçou as preocupações femininas de seu país – muito embora tenha acentuado seus discursos de cunho xenofóbico, como quando escreveu no jornal L’Opinion, em janeiro de 2016, temer que a onda de refugiados ponha em xeque o avanço dos direitos das mulheres francesas. Nas últimas eleições, Le Pen conseguiu com isso acabar com a diferença gritante de votos que seu partido tinha entre mulheres e homens. 

O Fratelli d’Itália (FdI) lançou Giorgia Meloni, que saiu vencedora da eleição de 2022 e quase igualou a taxa de apoio entre homens e mulheres a seu governo. Na Alemanha, o AfD apostou em Alice Weidel, que é lésbica e casada com uma imigrante do Sri Lanka de nacionalidade suíça. Nas eleições de 2025, oito pontos percentuais separavam seu eleitorado masculino do feminino. Apesar da distância, o número é digno de nota, já que os homens ainda são a maioria entre seus eleitores. 

Lívia Reis, do Instituto de Estudos da Religião, afirma que, no Brasil, as mulheres “são como um muro que barra o avanço da extrema direita”. Sua avaliação dialoga com o que mostram as pesquisas, ao menos desde 2018, com a ascensão do bolsonarismo. Na pesquisa Datafolha feita na véspera do 2º turno daquele ano, Bolsonaro tinha 41% de apoio feminino, ante 55% entre os homens. Em 2022, a tendência se confirmou mais uma vez. O Datafolha do dia 27 de outubro mostrou Bolsonaro com 48% entre os homens e 41% entre as mulheres. Lula, à época, tinha 52% da preferência feminina. 

Para a disputa deste ano, o apoio das mulheres segue maior com Lula. A pesquisa Quaest divulgada em 28 de agosto mostra que o petista atinge 40% entre mulheres, contra 29% de Flávio Bolsonaro. Na pesquisa Datafolha de 22 de agosto, Lula tinha 41% da preferência do público feminino, ante 29% de Flávio. 

Diferentemente de Alemanha, França e Itália, a extrema direita brasileira nunca teve uma candidata mulher ao cargo mais importante do país. Isso quase aconteceu neste ano, quando Michelle, a esposa de Jair, que liderava o PL Mulher, foi cogitada para substituir Flávio quando foram descortinadas as relações entre o filho do ex-presidente e Vorcaro. A ex-primeira dama, no entanto, enfrenta uma curiosa rejeição dos asseclas de Bolsonaro. 

Um print vazado do celular do deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), de um grupo cujo nome é “amigos de confiança”, mostra uma conversa entre nomes de peso do bolsonarismo. O ex-ministro Ricardo Salles sugere: “Se começar a perder tração, o melhor é colocar Michelle”, ao que os outros integrantes prontamente reagem com “ahhh n, peloamor [sic], socorro” ou “aí eu já prefiro que o Lula ganhe”.

Michelle também fez críticas a Flávio Bolsonaro dizendo que o enteado e seus companheiros trataram-na como “uma idiota”. Depois de alguma turbulência, os dois se acertaram, mas a participação de Michelle na campanha do enteado é tímida. A esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, também tem aparecido pouco – ela fez um pronunciamento na convenção nacional do PL que oficializou a candidatura do marido, em julho. 

Assim que definiu sua candidatura, havia a expectativa de que Flávio pudesse escolher uma mulher para ser vice em sua chapa. Ele negociou, sem sucesso, com a senadora Tereza Cristina (PP) e a economista Daniela Marques (Republicanos). No fim, escolheu o deputado federal Alfredo Gaspar (PP-AL), que enfrenta suspeitas de ter cometido um estupro contra uma jovem de 13 anos. Ele nega as acusações. 

Lívia afirma que o bolsonarismo já conseguiu apoio femininino apostando em temas que lhe são caros. Desde 2022, ela vem mapeando as tendências políticas de mulheres evangélicas de todo o país.[1] Ela entende que questões cotidianas são mais importantes do que a política institucional. E, todas as vezes que a direita olhou para isso, conseguiu avançar. 

Ela cita como exemplo a ascensão de Jair Bolsonaro entre as mulheres entre abril e novembro de 2020, quando o então presidente pagou o auxílio emergencial para pessoas de renda menor ou igual a meio salário mínimo (na época, cerca de 520 reais). As pesquisas mostraram um pico de aprovação entre mulheres até então inédito, de cerca de 35%. São, em boa parte dos casos, chefes de família favorecidos por programas sociais – tanto é que quase 84% dos favorecidos do programa são elas. “Essas mulheres estão ali no dia a dia gerindo a vida e o cuidado com o resto de toda a família, né?”, explica. 

Carolina Althaller, diretora-executiva do Instituto Update, afirma que a atuação de Charlles Batista nos trens dialoga com outra preocupação diária: a segurança. “Quando o Charlles fala do vagão, ele está indo direto na questão que as mulheres trazem. Nas pesquisas, elas dizem que deixam de trabalhar porque não querem pegar o transporte público, né? Então o cara coopta essa ideia e consegue envelopar isso de forma a conseguir votos”, diz Althaller. 

Charlles, aparentemente, tem muito a ensinar a seus correligionários.


[1] Neste segmento, o bolsonarismo costuma prevalecer como escolha política mais adequada: “A preferência majoritária no voto para o campo da direita se manteve estável entre as mulheres entrevistadas ao longo dos quatro anos: a maioria declarava ter votado em Jair Bolsonaro em 2022 em algum dos dois turnos”, escreve a socióloga. 


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