Imagem A barafunda sem fim do Municipal de São Paulo

anais operísticos

A BARAFUNDA SEM FIM DO MUNICIPAL DE SÃO PAULO

Há onze anos, o teatro está mergulhado numa rede de intrigas, trapaças e disputas judiciais

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Em qualquer ponto da história de mais de um século do Theatro Municipal de São Paulo é possível encontrar uma crise de gestão. Nos últimos onze anos, porém, os problemas se acumularam, desde que a casa de ópera e música clássica passou a ser administrado por uma fundação de direito público, a Fundação Theatro Municipal de São Paulo.

Em tese, ela deveria fiscalizar a atuação de uma Organização Social (OS) de cultura, uma entidade privada, escolhida por meio de chamamento. A sua função seria contratar funcionários, pagar os salários, administrar os prédios, captar recursos privados e gerir a programação cultural do teatro. A Secretaria Municipal de Cultura deveria entrar em cena apenas para certificar-se do cumprimento das diretrizes gerais da política cultural pública.

Na prática, esse sistema virou uma barafunda na qual ninguém se entende, atravessada por interesses políticos e confusões burocráticas, que sobreviveu à passagem de quatro prefeitos. Até agora, nenhuma das quatro OS que venceram concorrências para administrar o teatro terminou o contrato de cinco anos. A maioria delas foi tragada para dentro de uma opereta feita de intrigas, cartas anônimas, gravações clandestinas, bate-bocas colossais, ameaças, trapaças, contestações de contas e lutas judiciais, conta Angelica Santos Cruz, na piauí de junho.

Assinantes da revista podem ler a reportagem na íntegra neste link.


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