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questões radiofônicas

RÁDIOS AM LOCAIS DEIXAM DE EXISTIR NO ANO QUE VEM

Emissoras têm até 31 de dezembro para migrar para outras faixas

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Um decreto do governo federal determina que a partir do primeiro dia do próximo ano a faixa de rádio AM de alcance local deixará de existir no Brasil. Com isso, 1 167 estações em todo o país vêm migrando desde 2013, quando foi assinado o decreto, para as faixas FM ou AM de alcance regional ou nacional. De acordo com o decreto, as emissoras de AM locais que não migrarem serão extintas, informa Juliana Faddul na edição deste mês da piauí.

Há vantagens na migração para a FM. As rádios AM usam torres de transmissão de alta potência, com altura entre 50 metros e 150 metros, que precisam ser instaladas em grandes terrenos, com tamanho entre 2 mil m² e 50 mil m². “O custo desse espaço acaba sendo alto. Quando as rádios AM pararem de funcionar, os grupos de comunicação, se quiserem, poderão vender esses terrenos”, diz o professor Guido Stolfi, do Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle da Escola Politécnica da USP. A torre de transmissão de uma rádio FM tem cerca de 5 metros de altura e pode ser colocada no alto de um prédio. É esse tipo de antena que se vê no topo dos edifícios da Avenida Paulista.

O transmissor de AM também consome muita energia elétrica. “A potência do transmissor é extremamente alta”, diz Stolfi. Se uma emissora precisa transmitir 100 kWh (quilowatt-hora), o transmissor precisa ter uma capacidade quatro vezes maior (de 400 kWh), o que encarece em demasiado a conta de luz. O custo mensal com energia elétrica de um transmissor AM apenas varia, em média, entre 50 mil e 60 mil reais.

Caso se amplie o uso de carros elétricos nas cidades, então as chances de sobrevivência das emissoras AM podem diminuir mais ainda. As produtoras desses carros estão eliminando as antenas receptoras dessa faixa porque o motor dos veículos elétricos produz um campo magnético que funciona na mesma frequência do sinal AM (entre 530 kHz e 1600 kHz), interferindo na recepção das rádios, o que não ocorre com a faixa FM.

Assinantes da revista podem ler a íntegra da reportagem neste link.


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É jornalista e documentarista