A seleção brasileira é a melhor ranqueada da América do Sul em pontuação FIFA. No entanto, apesar dos bons resultados em campo, o país perde em número de jogadoras praticando o futebol organizado para os vizinhos Argentina, Venezuela e Peru. Em 2019, o Brasil tinha 15 mil mulheres jogando futebol de maneira organizada, já a Argentina, 28 mil atletas. Os Estados Unidos, tetracampeões mundiais no campeonato feminino, tinham 9,5 milhões de mulheres, cerca de 633 vezes mais jogadoras de futebol que o Brasil.
Somada ao baixo número de jogadoras no país, a disparidade de gênero também afeta os números de jogadores no país. Dados da CBF apontam que somente 4,4% do total de jogadores profissionais do país eram mulheres. Considerando os números brutos, eram 598 jogadoras e 12.992 jogadores. A disparidade se estende para outras funções. O país tem 1672 homens treinadores e 57 mulheres no mesmo cargo – pouco mais de 3% do total. Já na arbitragem as mulheres somam 19% do total: são 123 árbitras e 536 homens.
Confira os dados completos no =igualdades da semana.
É estagiária de jornalismo na piauí
Repórter da piauí
É designer e diretora do estúdio BuonoDisegno
