questões cinematográficas

“DIÁRIO DE UMA CRISE” – DOCUMENTÁRIO INUSUAL

Exibido nesta madrugada um pouco depois do horário previsto de 0h30’, e reprisado às 11h, “Diário de uma crise”, dirigido por Sandra Kogut, será exibido, uma terceira vez, às 21h de hoje no GNT. 
Imagem “Diário de uma crise” – documentário inusual

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Exibido nesta madrugada um pouco depois do horário previsto de 0h30’, e reprisado às 11h, “Diário de uma crise”, dirigido por Sandra Kogut, será exibido, uma terceira vez, às 21h de hoje no GNT. Eventuais leitoras e leitores deste post, que tiverem acesso ao canal, devem aproveitar a rara oportunidade de ver um documentário que não se enquadra no padrão convencional usualmente exibido no programa GNT.doc.

Fazendo ela mesma a câmera e gravando o som, Sandra Kogut acompanha, em Nova York, durante o mês de agosto de 2009, um grupo de pessoas que perderam o emprego. Algumas estão à procura de nova oportunidade de trabalho, outras parecem resignadas com a situação em que se encontram.

A linguagem de articula preceitos do cinema direto, em que um pacto entre observador e observado permite acompanhar as atividades do personagem sem interferência aparente, com momentos de interação em que os personagens depõe, respondendo a perguntas, não incluídas na edição, e dialogando diretamente com a realizadora.

A montagem entrecorta os personagens, retomando algumas vezes as mesmas situações, sem razão aparente a não ser a de delimitar cada aparição, preservando um certo equilíbrio entre a duração de cada sequência. Resultam flagrantes da vida de cada um, registrados aparentemente em poucos dias, formando um painel da crise no plano individual, de um grupo reduzido, mas suficientemente variado para ser representativo de um segmento mais amplo.

Visto no Brasil, chama atenção o padrão de vida dos personagens e o fato de que, mesmo desempregados, nenhum deles pareça estar ameaçado de privações maiores em termos de moradia, alimentação e saúde.

Sabendo que Sandra Kogut continuou a gravar os personagens nos meses seguintes, pode-se esperar dessa observação dilatada no tempo que virá, um novo documentário ainda mais interessante do que .


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