Certas imagens são inesquecíveis. Uma é a do compositor Humberto Teixeira montado num camelo, plano final de O Homem que engarrafava nuvens. Quando vi o documentário dirigido por Lírio Ferreira, pela primeira vez, foi essa cena que retive na memória. Não sei dizer exatamente por quê. Talvez o inusitado da situação, o movimento desengonçado, o sorriso, a boina. A pregnância de uma imagem é difícil de explicar. Sei que é um belo encerramento. Além disso, guardei a impressão, confirmada ao assistir outra vez, que o documentário é um ato de justiça e isso, por si só, justifica ter sido feito.
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