questões cinematográficas

PARA MEDITAR (2)

Alain Resnais fez 88 anos no início de junho. Em entrevista publicada no “Guardian”, e reproduzida no Caderno2 de “O Estado de S.Paulo” em 27/6/2010, declarou: “É preciso lembrar que o cinema dos anos 50 se especializou no entretenimento escapista. E nós, quero dizer, minha geração de cineastas franceses, buscamos fugir desse escapismo. Éramos jovens e ambiciosos, queríamos tratar das grandes questões das quais o cinema preferia desviar os olhos – no meu caso, o Holocausto, a bomba atômica, a guerra argelina.
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Alain Resnais fez 88 anos no início de junho. Em entrevista publicada no “Guardian”, e reproduzida no Caderno2 de “O Estado de S.Paulo” em 27/6/2010, declarou:

“É preciso lembrar que o cinema dos anos 50 se especializou no entretenimento escapista. E nós, quero dizer, minha geração de cineastas franceses, buscamos fugir desse escapismo. Éramos jovens e ambiciosos, queríamos tratar das grandes questões das quais o cinema preferia desviar os olhos – no meu caso, o Holocausto, a bomba atômica, a guerra argelina. Agora, na França, 230 filmes são lançados a cada ano e eu diria que  60% deles se propõem a expor algum abuso político ou social. Isso virou quase a norma. Bem, não gosto de normas. Felizmente liberado da pressão para competir, estou livre para brincar com o que Orson Welles chamou de maior conjunto de trem elétrico do mundo.”


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