questões cinematográficas

RICARDO ARONOVICH & EDUARDO COUTINHO

A foto de Eduardo Coutinho publicada na piauí 82, deste mês, foi feita por Ricardo Aronovich, o que explica a qualidade excepcional do registro. Não tendo sido possível identificar a autoria a tempo, porém, a revista saiu sem o devido crédito, e só hoje, graças à suspeita levantada pelo próprio Coutinho ao ver a foto impressa, chegou a confirmação por e-mail do Aronovich de que a foto é mesmo dele.
Imagem Ricardo Aronovich & Eduardo Coutinho

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A foto ao lado de Eduardo Coutinho publicada na piauí 82, deste mês, foi feita por Ricardo Aronovich, o que explica a qualidade excepcional do registro.

Não tendo sido possível identificar a autoria a tempo, porém, a revista saiu sem o devido crédito, e só hoje, graças à suspeita levantada pelo próprio Coutinho ao ver a foto impressa, chegou a confirmação por e-mail do Aronovich de que a foto é mesmo dele.

Vivendo em Paris desde o final da década de 1960, Aronovich trabalhou no Brasil durante alguns anos, a partir de 1963, depois de iniciar sua carreira de diretor de fotografia na Argentina. Entre outros, fez a fotografia de filmes dirigidos por Ruy Guerra, Anselmo Duarte, Luis Sérgio Person, Eduardo Coutinho, Hugo Santiago, Louis Malle, Alain Resnais, Miguel Littin, Costa Gavras, Ettore Scola, Raoul Ruiz e Peter Brook. Escreveu , co-editado, no Brasil, pela Gryphus e a Associação Brasileira de Cinematografia (ABC), em 2004.

Segundo Aronovich, a foto do Coutinho foi feita no apartamento dele, em Buenos Aires, por volta de 1965/66, e faz parte de uma série “muito anos sessenta, muito intelectual-looking”, na qual estão também Elena, mulher de Aronovich, Hugo Kusnetzoff (que foi assistente de câmera do Aronovich e também trabalhou no Brasil) e outros amigos. “Era uma época muito bonita e agradável, muita mexida intelectual aí em BsAS, o novo cinema argentino paralelo ao cinema novo… que boa época!!![…]”.


Ricardo Aronovich

No final do e-mail, depois da assinatura, versos de Borges:

"¿Es un imperio
esa luz que se apaga,
o una luciérnaga?"

Jorge Luis Borges


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