cartas
Jul 2007 17h10
3 min de leitura
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Puxa vida! O texto do Tom Zé é estupendo. A gente lê tanta coisa em escrita plana, com linguagem de relatório, que quando se depara com uma coisa assim até se ofusca. Clarice Lispector e Maura Lopes Cançado iriam curtir, aposto. E eu nem gostava muito dele: gostava médio. Agora, adoro.
ARMANDO FREITAS FILHO_RIO DE JANEIRO, RJ
Vale lembrar que Jesus nem sempre é masculino, em São Luís, principalmente. Em frente ao caixa de uma lanchonete, costuma-se pedir:
─ Me dá uma Jesus?
RAFAEL ABREU_VITÓRIA, ES, PORÉM MARANHENSE
Fiquei curiosa para saber qual seria a descrição do look usado pela autora da matéria. Seria intelectual-com-ar-superior, fingindo não se importar com a moda? Ou a ironia se aplica só aos fashionistas? No BlogView ─ blog de moda coletivo, do qual participo ─ a matéria foi discutida e continuará a ser aprofundada. Graças ao conteúdo inteligente e aos textos longos da revista, criamos a gíria “escrever uma piauí“. Afinal, veja só, vocês também estão lançando moda!
BITI AVERBACH_SÃO PAULO, SP
NOTA DA REDAÇÃO: seguindo o romantismo do novo milênio, a autora da reportagem usava um look Boho fast-fashion. Ou seja: menos miller e mais trump.
A revista de vocês tem dado até briga lá em casa ─ quem fez a assinatura foi meu marido, então ele acha que tem direito de ler primeiro.
LENARA LONDERO_PORTO ALEGRE, RS
NOTA DA REDAÇÃO: faça uma segunda assinatura. Melhor: faça várias.
Você ficaria envergonhado se lesse os horóscopos do Oscar Quiroga, do Estadão. São muito mais engraçados que os seus.
LUCIANO MACHADO_SÃO PAULO, SP
Bom saber que em meu armário não há nenhuma sunga preta. Creio que nem mesmo Marcos Caetano achava que as lojas aumentariam seus estoques, à espera que milhões de leitores passassem a se identificar com a tribo.
RONNIE OYAMA_RIO DE JANEIRO, RJ
NOTA DA REDAÇÃO: se for para ter milhões de leitores, piauí torce para que as praias se encham de sungas-pretas.
Gostaria de me apresentar. Meu nome é Eduardo Corte Danelon, sou porto alegrense, tenho 18 anos, faço graduação em Direito na UFRGS e possuo faculdades mentais normais, portanto sou gremista.
NOTA DA REDAÇÃO: muito prazer.
Havia mesmo que ser no Brasil de Machado de Assis o boom de um mercado editorial para o “defunto autor”. Pena que o patrono dos nossos imortais, sempre irônico e original, ainda não deu as caras para ditar As novas memórias de Brás Cubas ─ obra que permitiria a seu protagonista, pela ironia de uma inferior continuação, nos transmitir, enfim, “o legado da nossa miséria”.
WEIDER WEISE_SÃO PAULO, SP
Santos Dumont, que esteve no Chile em 1916, deve ter ouvido lá as histórias do piloto desaparecido tenente Bello. De volta ao Brasil, passou na Argentina e em Foz do Iguaçu. Ao saber que as cataratas estavam em propriedade particular, viajou 400 quilômetros a cavalo pelo aceiro protetor da linha telegráfica até Guarapuava, de carro até Ponta Grossa e de trem a Curitiba, onde convenceu Afonso Camargo a desapropriar essas terras e criar o parque do Iguaçu, depois federalizado por Getúlio Vargas.
MARIO RANGEL_SÃO PAULO, SP
A primeira piauí é inesquecível. Mas como tudo por aqui, tinha de avacalhar com meu bolso, pois a bichinha é cara! Égua! Com tantos e tão belos anúncios de página inteira, podia custar menos, pai! Tá cara, pai! Podia baixar para nós e aumentar o preço do espaço para anunciantes abonados, pra lá de.
JORGE CUNHA_RIO DE JANEIRO, RJ
NOTA DA REDAÇÃO: podia não, filho.