cartas
Dez 2017 19h56
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REVOLUÇÃO
Acho que no Brasil, infelizmente, a única saída seria aparecer um novo Fidel Castro e encampar uma revolução sangrenta contra esses poderosos, criminosos que tomaram conta daqui. Num país onde apenas os mandatários podem viver sua vida e sugar o que resta da população, não existe mais esperança fora de uma revolução promovida pelo povo. A indignação e a revolta não têm como serem descritas depois que se lê essa reportagem sobre a chacina no sul do Pará (“O massacre de Pau d’Arco”, piauí_135, dezembro).
Será que em algum outro país nós veríamos uma coisa tão horrenda quanto essa? Uma única família que é proprietária de uma área maior do que Belo Horizonte? E será que alguém acredita que pode ser dono de tanta terra em detrimento de tantos que nada possuem? E mais, se sentem no direito de pagar policiais para matar, executar pessoas que apenas estão querendo justiça e um pedaço de terra para produzir. Em qualquer país civilizado, os policiais são pagos pelos contribuintes para defender a população, mas no Brasil o que vemos são agentes do Estado matando pessoas a mando dos poderosos.
VALÉRIA APARECIDA S. VIEIRA BORDIN_ASSIS/SP
ESPAÇO-TEMPO
A piauí de novembro empreendeu uma profunda viagem pelo tempo e pelo espaço. Bernardo Esteves sempre surpreende. Desta vez fez uma volta ao passado para resgatar o trabalho de Walter Neves (“O evolucionista”, piauí_134). O contínuo espaço-tempo pode ser quebrado com a interrupção da atividade científica dele e de muitos outros cientistas que sobrevivem à margem da ignomínia aguda dos tempos que correm. Já Steven Johnson nos lançou uma mensagem para ser lida do outro lado da galáxia (“E.T., saudações”). As equações para descobrirmos a possibilidade de vida são instigantes. A vida é rara, ao menos a inteligente, e não precisamos vagar no cosmos para constatar esse fato.
ADILSON ROBERTO GONÇALVES_CAMPINAS/SP
PROPAGANDA PETISTA
Confesso que as capas da piauí têm-me causado estranhamento. A pauta dos belos desenhos de Nadia Khuzina é sempre propaganda petista. Na edição de dezembro, pelo menos, Lula dava a impressão de fugir com os presentes.
LUIZ PAIVA_BRASÍLIA/DF
PRATA DA CASA
Gente, só uma dúvida: esse leitor Dirceu Luiz Natal é contratado pela piauí para resenhar os principais artigos da revista? Porque todo mês ele aparece na seção de cartas fazendo um resumo da edição anterior – e, não raro, também faz algum comentário aleatório e coxinha no final.
JÉSSICA BARBOSA DE ARAUJO_SÃO PAULO/SP
RESPOSTA (APÓCRIFA?) DE DIRCEU LUIZ NATAL: O ensaio do Wolfang Streeck na edição passada é tão denso que ainda não consegui chegar no final. Mas estou chegando lá, e no mês que vem esperem um Dirceu em dose dupla.
XEQUE-MATE?
Para nós, enxadristas, é sempre gratificante ver nosso jogo aparecer em publicações do porte da piauí, e mais ainda quando nosso querido Clube de Xadrez São Paulo é mencionado. No entanto, não podemos deixar de lamentar o tom de pessimismo que uma das histórias da seção Esquina traz em seu título (“À beira do xeque-mate”, piauí_134, novembro) e em seu subtítulo (“Um clube de xadrez em crise”).
O Clube de Xadrez estava em crise dez anos atrás, com salários atrasados, endividado, com a conta-corrente bloqueada no banco por saldo negativo e sem promover qualquer atividade relacionada com xadrez. Atualmente, o clube é superavitário, está quitando as parcelas de sua última dívida e retomou sua missão de promoção do jogo de xadrez, tendo inclusive mantido por cinco anos um projeto educativo para 180 crianças de 6 a 15 anos na comunidade de Heliópolis.
Para atingir esta estabilidade, o clube adequou-se à realidade que o cerca. Entendeu que a frequência em sua sede nunca mais seria a mesma dos tempos pré-internet – quando quem quisesse jogar precisava encontrar pessoalmente um parceiro e ia ao Clube de Xadrez São Paulo porque tinha certeza de que lá encontraria outros enxadristas – e passou a alugar seu espaço ocioso para equilibrar as contas.
CELSO VILLARES DE FREITAS_PRESIDENTE DO CLUBE DE XADREZ SÃO PAULO, SÃO PAULO/SP
NOTA ALARMADA DA REDAÇÃO: Dirceu Luiz Natal, onde está você? Mande notícias.