cartas
Out 2019 18h42
8 min de leitura
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CAPA
Monocromática (Capa, piauí_156, setembro)! É a primeira vez em 156 edições que isso acontece. Que fase! Mas não vamos esmorecer, não, minha gente! Parabéns pela revista e pelos podcasts Foro de Teresina e Maria Vai com as Outras, mais do que necessários em tempos tão sombrios.
LAURA ARCOVERDE RÖHE_VIA FACEBOOK
Capa das mais marcantes de todos os números. Obrigado, Caio Borges.
LUIZ ANTÔNIO GUSMÃO_VIA INSTAGRAM
PRAGMÁTICA NA SELVA
Espetacular a reportagem que a Consuelo Dieguez fez sobre a ministra Tereza Cristina (“A agrobombeira”, piauí_156, setembro). Um assunto meio árido que ela tornou agradável, em que a ministra adquire um outro patamar entre seus pares.
Lembrou em muito a reportagem que escreveu sobre os donos da JBS (Joesley e Wesley Batista), o presidente Temer e um procurador da República. Essa matéria deveria ter sido impressa e distribuída por todo o Brasil, para conhecimento do que aconteceu (“Anatomia de uma delação”, piauí_133, outubro 2017).
HELIO TEIXEIRA PINTO_RIO DE JANEIRO/RJ
Consuelo Dieguez tentou mostrar alguma vida inteligente no governo acéfalo de Bolsonaro, com o perfil e a atuação de Tereza Cristina. Com nome de imperatriz, mas com a alcunha de “musa do veneno”, quem serve a uns sai aos seus, ou seja, não dá para reconhecer sinapses individuais no governo federal, por mais que ela defenda agir pela lógica na defesa do agronegócio. Um bom exemplo de tal jogo de cena é a ministra dizer que quis colocar condições aos europeus no acordo União Europeia-Mercosul com base nas imagens de satélite, como se o Inpe e toda a ciência nacional não estivessem concomitantemente sendo desprezados e desmontados. Valeu a tentativa, mas estou deslocando essas páginas para a seção de ficção ao final da revista.
ADILSON ROBERTO GONÇALVES_CAMPINAS/SP
A reportagem de Consuelo Dieguez, ao relatar a visita da ministra à feira Bahia Farm Show, descreve o depoimento de um porta-voz dos produtores, dizendo que ela foi a única dos ministros a visitar a feira. Como estive, entre 2013 e 2018, em todas edições da feira, posso afirmar que não é verdade. Houve, sim, a presença de ministros da Agricultura em outras edições do evento.
Gostei muito da reportagem, especialmente da discussão sobre como o setor é dividido atualmente: o agroprodutor e o especulador. A cidade de Luis Eduardo Magalhães, na Bahia, é um ótimo exemplo dessa divisão. Sugiro, inclusive, uma reportagem aprofundada sobre esse tema, seria um grande serviço a toda sociedade. Parabéns pelo trabalho da revista.
DIOGO MENDES DE PAIVA_PAULÍNIA/SP
CORTINA DE FUMAÇA
Em troca da minha saída do Facebook, decidi assinar a piauí para qualificar meus canais de informação. E já no primeiro mês recebo as excelentes reportagens na piauí_156, setembro: “A guerra contra o termômetro”, de Bernardo Esteves, e “A agrobombeira”, de Consuelo Dieguez. Dois importantes trabalhos para compreendermos a política ambiental do país, as dificuldades das instituições responsáveis por captar zonas de desmatamento e os atores que estão nos centros dos embates, dentro e fora do Estado.
LUCAS PILAU_VIA TWITTER
NOTA INTERESSEIRA DA REDAÇÃO: E Twitter, Lucas? Não quer sair dele e fazer mais uma assinatura?
Ótima reportagem da piauí relatando o histórico brasileiro de monitoramento da floresta amazônica (“A guerra contra o termômetro”). A história é sempre uma ótima lição.
JULIO CESAR PASCALE PALHARES_VIA TWITTER
A DIREITA NECESSÁRIA
A leitura do artigo do cientista político Sergio Fausto, “Que falta faz uma boa direita” (piauí_156, setembro), nos faz rememorar as breves participações da direita liberal no governo Jânio Quadros, pois era representada pela União Democrática Nacional (UDN), que pegou uma carona no populismo janista, mas durou somente sete meses. A UDN tinha um quadro de políticos excepcionais, mas não conseguia vencer nas urnas os herdeiros de Vargas, daí seu namoro oportunista com o golpismo e o apoio ao regime autoritário implantado em 1964 pelos militares. Durante o mandato-tampão de Castello Branco, houve uma forte participação da direita liberal na Arena, partido criado pelos militares representando a situação, que, ansiando apagar os vestígios do populismo getulista, deu amplo apoio aos atos institucionais punitivos que atingiram principalmente políticos e líderes sindicais que não comungavam com os novos ideais. No entanto, essa lua de mel durou pouco, pois a linha dura dos militares impôs Costa e Silva e o consequente endurecimento do regime, principalmente após a reação dos movimentos armados. A direita voltou a sentir o gostinho da vitória com Collor, que no entanto foi cassado, e desde então ficou totalmente alijada do poder central, estigmatizada pela sua identificação com a ditadura.
Embora o apoio à candidatura de Jair Bolsonaro tenha sido total no segundo turno, a direita liberal procura diferenciar-se do reacionarismo misturado ao autoritarismo da extrema direita, buscando consolidar-se, a exemplo do Partido Novo e de movimentos cívicos como o MBL e outras organizações em formação. O Democratas, que estava em plena decadência, pois ainda era originário da antiga Arena (e depois PDS da época da ditadura), tem sido revigorado e pode crescer ainda mais ao ocupar a presidência das duas casas do Congresso.
Talvez num futuro não tão remoto tenhamos uma direita civilizada como alternativa de poder, como ocorre nos melhores países onde prevalece o regime democrático.
DIRCEU LUIZ NATAL_RIO DE JANEIRO/RJ
Bastante esclarecedor o artigo do Sergio Fausto. Salvo engano, é filho do melhor historiador do Brasil: Boris Fausto.
GEORGE MAIA_VIA INSTAGRAM
NOTA DIDÁTICA DA REDAÇÃO: Está certo, George. Sergio é filho de Boris.
Sergio Fausto define a direita tal qual Lula a definiu, ou seja, “aquilo que o PT não é”. Essa é a pior definição possível. Que ele continue em suas rodas esquerdistas falando de direita. Enquanto, por aqui, vamos discutindo nossas pautas.
ANTONIO SANTOS JR_VIA TWITTER
Quem acredita no pluralismo (e todo verdadeiro democrata deveria acreditar nele) sabe que sempre teremos gente de convicções esquerdistas, centristas e direitistas. Que todos sejam civilizados e saibam conviver é essencial à democracia.
HERNANDEZ PIRAS_VIA TWITTER
Muito bom, altamente esclarecedor o artigo de Sergio Fausto. Será que aguentaremos até lá?
SOLANGE JOUVIN_VIA FACEBOOK
Relevante análise de conjuntura sempre relegada por doutrinaristas à destra e à sinistra.
FLORIN PIRACCINI DUCHIADE_VIA FACEBOOK
Sabe aqueles pequenos momentos de felicidade? Antes de dormir eu li o ensaio “Que falta faz uma boa direita”, de Sergio Fausto, e fazia um tempão que eu não lia algo sobre política que fosse tão bem-feito.
LUCAS TAYLOR_VIA TWITTER
A ESTRELA DO PANCADÃO
Reportagem maravilhosa da edição de setembro (“Pancadão da Turbininha”, piauí_156). Fala sobre a DJ Iasmin Turbininha, o Baile da Gaiola e a realidade nas periferias do Rio, a prisão do Rennan da Penha, a criminalização de quem vive nas favelas e o funk como arte e cultura popular. Muito bem escrita e interessante.
ALINE MAZZEI_VIA INSTAGRAM
Muito bom o perfil da Iasmin Turbininha, escrito pela Yasmin Santos, na piauí de setembro. Dos melhores textos sobre funk que já li.
THIAGO NEY_VIA TWITTER
CELSO FURTADO
O saudosismo dos mais velhos, muitas vezes criticado, de achar que no passado tudo era melhor, é inevitável quando se lê o diário de Celso Furtado mencionando os atores políticos que participaram dos acontecimentos que antecederam a eleição de Tancredo Neves (“Caleidoscópio da abertura”, piauí_155, agosto). Onde se movimentavam figuras como Ulysses Guimarães, Miguel Arraes, Tancredo Neves e o próprio Furtado, involuímos para um cenário desolador, onde hoje pontificam majores olímpios e lorenzzonis.
LUÍS ROBERTO NUNES FERREIRA_SANTOS/SP
A piauí_155, agosto está fabulosa. O trecho dos diários de Celso Furtado é uma viagem espetacular e perturbadora. Arrisco-me a dizer que homens como o signatário nascem a cada cem anos.
P.S.: Apesar da raiva na distribuição da revista com atraso – inclusive, com ideia de não renovação da assinatura –, o gosto em lê-las aflora ainda mais.
HELANO CID TIMBÓ_FORTALEZA/CE
DETRITOS DO BRASIL
Que texto absurdamente bem escrito por Alejandro Chacoff (“O Brasil banal”, piauí_156, setembro)! Uma joia dessa edição.
VÍTOR FABRI_VIA INSTAGRAM
THE BOLSOZAPP HERALD
“Taca fogo no cocô” me fez cuspir o café aqui.
BRUNO MAEDA_VIA TWITTER
NOTA PSICOGRAFADA DA VIRGÍNIA: Cuspir café? Quem cospe café é fruta, bonifrate, liliputiano! Essa revista de grasnador futre não merece um cuspe! Merece um cocô frito na fuça comunista! Maeda, Maeda, abre esse olho.
Todos os meses começo a leitura da revista pela seção BolsozApp.
LUIZ CLAUDIO DE SOUZA_VIA FACEBOOK
Peguei a piauí na banca agora. BolsozApp está muito melhor que o Diário da Dilma. Eu gargalhava no ônibus e continuei lendo na calçada; o pessoal me olhava como quem acha que eu sou maluco.
MARCELO SOARES_VIA TWITTER
NOTA ARAUJISTA DA REDAÇÃO: Isso é deveras elementar. O Diário da Dilma não tinha trechos de Xarab Fica.
O The BolsozApp Herald da piauí é de longe a melhor cobertura jornalística deste governo.
JARDEL SEBBA_VIA TWITTER
MAIS MALUS E ADRIANAS
Ler as matérias da piauí é sempre gratificante e, geralmente, as melhores são feitas por mulheres (assim como a Malu Gaspar que arrasa também no Foro de Teresina). Mas a piauí_155, agosto foi um desgosto: o texto de Marcos de Azambuja (“Réquiem para um motel”) e de Armando Antenore (“O infortúnio de João Gostoso”) são cafonas, de uma forma masculina de publicações datadas, descuidadas e deselegantes, que me parecem não merecer mais o menor espaço em nosso mundo. E, poxa, piauí, só a Adriana Abdenur (“Memórias da China”) entre os principais colaboradores de agosto? Assim a qualidade cai demais. Fiquem ligados. Aliás, o texto dela fez a revista desse mês valer a pena. Que texto!
ROBERTA VIOLA_ BELO HORIZONTE/MG
HAJA ESTÔMAGO
Miolo bem-feito é uma delícia, assim como bucho, intestino, mocotó, e tantos outros miúdos (Esquina “Em busca do miolo”, piauí_156, setembro). Muitas vezes o problema é simplesmente a falta de familiaridade com o corte. O espetinho de coração de galinha, por exemplo, alegria de dez entre dez crianças no churrasco, é considerado bizarríssimo pelos gringos, que geralmente não consomem essa parte. Tudo questão de costume.
PEDRO IVO DANTAS_VIA FACEBOOK
Por questões de clareza e espaço, piauí se reserva o direito de editar as cartas selecionadas para publicação. Somente serão consideradas as cartas que informarem o nome e o endereço completo do remetente.
Cartas para a redação:
redacaopiaui@revistapiaui.com.br
QUEM É QUEM NA CAPA
É tanta gente de vida transviada que nem nós sabemos mais quem entrou e quem ficou de fora da capa nesta edição de aniversário da piauí. Identifique um a um os personagens retratados, conforme a numeração, e envie para o e-mail help.adorno@revistapiaui.com.br. Como recompensa, os que acertarem concorrerão a um pinguim. Estamos também estudando distribuir exemplares da Dialética do Esclarecimento, de Lennon e McCartney.