cartas
Jul 2024 16h38
2 min de leitura
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CENAS DE ESTAR MAL
Desde o primeiro número tenho por hábito considerar a revista piauí como um livro e leio ordenadamente da primeira até a última página. Reconheço uma possível opinião que se configura em certa obsessão que não chega a ser maldita, mas sim, a meu ver, bem lida. Não deixo passar nem mesmo a leitura de novos poetas, a maioria dispensável, e consolo-me pela eterna permanência de Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Marly de Oliveira, e poucos mais.
Este introito era para confirmar que o primeiro encontro é sempre com Fernando de Barros e Silva, que discorre sobre política com acuidade, originalidade e independência.
Na piauí_214, julho, uma leitura apressada poderia considerar que a matéria versava sobre o cinema nacional (Cenas de um mal-estar). Através da apreciação de grandes filmes o articulista não abandona a política e através deles nos desvenda o mal-estar que ora atravessamos indicando que tais obras alcançam o sentido maior da arte, qual seja o de decifrar e antecipar.
A visão mais ampla do comentarista faz-me lembrar o dito de T. S. Eliot sobre Ezra Pound: Il miglior fabbro, o mestre inconteste.
SEBASTIÃO MAURÍCIO DUARTE PESSOA_RIO DE JANEIRO/RJ
NOTA CINÉFILA DA REDAÇÃO: Se Fernando de Barros e Silva produz esta pensata a partir de um filme de Kleber Mendonça Filho, imagina o que ele é capaz de fazer vendo uma novela de Jorge Fernando.
BOLSONARO
Sabem aquele ditado: “O sujeito saiu da pobreza, mas a pobreza não saiu dele?”
O mesmo se aplica ao colunista Fernando de Barros e Silva: é impressionante a obsessão dele com o Bolsonaro. O ex perdeu a eleição, está inelegível até 2030, enfrenta trocentas ações judiciais em todas as instâncias, algumas corretas, a que ele deu causa, outras como “importunar baleia”– faz favor, hein, Polícia Federal? – e mesmo assim o colunista continua tendo pesadelos com ele! Em sua última coluna-pesadelo, Cenas de um mal-estar (piauí_214, julho), ele o cita nominalmente quatro vezes, se não errei a conta.
Hellou? Vamos virar a página e olhar pra frente ? A dita “esquerda” tem muito mais com que se preocupar, não acham?
NICK DAGAN_SÃO PAULO/SP
NOTA QUANTITATIVA DA REDAÇÃO: Na verdade cita cinco, se contar o subtítulo.
Resposta sobre a fotografia da reportagem A era dos superfakes, na página 41 desta edição: A bolsa Chanel Clássica é a da esquerda. A da direita… bem, não é uma Chanel.