questionário
Jan 2025 18h09
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Introdução e tradução de Claudia Cavalcanti e Arthur Nestrovski
Um dos autores suíços mais importantes do século XX, Max Frisch (1911-91) escreveu romances, contos e peças de sucesso. Suas obras abarcam um amplo espectro temático, tratando inclusive de questões sobre vida a dois (sempre homem e mulher), masculinidade e identidade. A política é um de seus temas essenciais, como não poderia deixar de ser para quem passou pela Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria.
Arquiteto de formação, Frisch teve uma carreira bem-sucedida e premiada neste ofício, que abandonou no início dos anos 1950 para se dedicar inteiramente à literatura. Stiller (1954), Homo faber (1957) e Gantenbein (1964) são alguns de seus romances de grande êxito, com milhões de exemplares vendidos em alemão e traduzidos para várias línguas. Suas peças Biedermann e os incendiários (1953) e Andorra (1961) estão entre as mais encenadas em língua alemã de todos os tempos.
Parte considerável da criação literária de Frisch foi dedicada aos seus diários, nos quais ele reuniu reflexões sobre estética e política, esboços de romances e peças, além de relatos de viagens. Tornaram-se clássicos os volumes Tagebuch 1946-1949 (1950) e Tagebuch 1966-1971 (1972). Neste último, aparecem onze questionários (a maioria com 25 perguntas), que se tornaram famosos entre os leitores de língua alemã, por causa de seu tom provocativo a respeito de variados temas, como amor, dinheiro, mulheres e casamento. Hoje, algumas dessas perguntas fariam com que o escritor fosse cancelado no primeiro minuto de leitura.
Não é o caso do questionário publicado aqui, que abre o diário iniciado no ano de 1966. Dessa vez, Frisch toca em dilemas existenciais e afetivos de todo ser humano, convidando cada leitor a contar (ao menos para si mesmo) suas verdades inconfessáveis. Divirta-se!