anais da américa latina
Fev 2023 08h00
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Em 21 de agosto, o coronel Hugo Banzer desencadeou na Bolívia um golpe militar que depôs o presidente Juan José Torres. Na capital La Paz, a Força Aérea Boliviana bombardeou o prédio da universidade e outros locais, a fim de eliminar focos armados de resistência. A chegada de Banzer ao Palácio Queimado, sede do governo boliviano, deixou um saldo de 98 mortos e 560 feridos.
Um informe secreto de um agente boliviano, Oscar F. Barrientos y Pereyra, descreve gestões feitas em Brasília, dias antes do golpe, para obter ajuda em armas e dinheiro do governo brasileiro, conta o jornalista Walter Sotomayor na piauí de fevereiro. A edição publica um trecho adaptado do livro de Sotomayor, Relaciones Brasil-Bolivia – La Construcción de Vínculos, que continua inédito no Brasil.
Barrientos diz que nove dias antes do golpe, em 12 de agosto, expôs ao presidente Médici “a angustiante situação da Bolívia” e alertou sobre “o perigo comunista para o Brasil”. Em um relatório para seu governo, informa que cinco dias antes do golpe, em 16 de agosto, “foi-me dito que a concentração de todos os materiais necessários havia sido providenciada para seu conveniente embarque à Bolívia”.
Em 25 de agosto, quatro dias depois da ascensão de Hugo Banzer, Barrientos assinou na divisão paulista do Serviço Nacional de Informações (SNI) o compromisso de checar todo o material – fuzis, munições e botas – que seria destinado ao Comando do Exército ou ao Ministério do Interior boliviano.
Os assinantes da piauí podem ler a íntegra do texto neste link.