é carnaval
Fev 2024 16h58
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O carioca Leandro Vieira, de 40 anos, é o carnavalesco mais importante do seu tempo. Ele saiu campeão de três dos sete desfiles que fez no Grupo Especial, a primeira divisão das escolas de samba do Rio de Janeiro. Formado em Pintura, Vieira desafiou os curadores do país, fez o Museu de Arte Moderna do Rio pagar uma dívida histórica com artistas do carnaval e foi indicado ao mais importante prêmio dado a jovens artistas do país. Neste domingo, desfilará com a Imperatriz Leopoldinense na Marquês de Sapucaí. A piauí reconstitui a trajetória dele.

Com 80 anos, a cantora pernambucana Lia de Itamaracá será tema de duas escolas de samba em 2024: a Império da Tijuca, no Rio de Janeiro, e a Nenê de Vila Matilde, em São Paulo. Também será homenageada no Carnaval de Recife. À piauí, ela declarou: “A ciranda não tem preconceito. Dança preto, dança branco. É de todos nós.”
O APOTEÓTICONa tela da tevê, no meio desse povo, eis Milton Cunha. O psicólogo de formação chegou ao Rio de Janeiro há 42 anos, fugindo da violência que sofria dos pais em Belém do Pará, e fez do Carnaval o seu reino. A piauí visitou o apresentador no apartamento dele em Copacabana para uma conversa sobre a vida.

Para além dos desfiles no Sambódromo e dos blocos da Zona Sul, uma renovação estética vem ocorrendo nos últimos anos no Carnaval do Rio de Janeiro, nos subúrbios da cidade. Embalados pelo funk (e não pelo samba ou pela marcha-rancho), foliões em bairros das regiões Norte e Oeste surpreendem por sua inventividade e potência visual e política. Os bate-bolas têm sido observados de perto pelo fotógrafo francês Vincent Rosenblatt, que vive e trabalha entre o Rio e Paris.

“Coloco o Carnaval às vezes na frente da minha mulher e do meu filho, pra você ver a minha doença, a minha maldição”, confessa Igor da Rocha Vianna, o bisneto de criação de Pixinguinha. Ele disse à piauí que sonha ser a voz de uma escola e ter seu timbre eternamente associado à agremiação – como ocorreu com Jamelão na Mangueira ou com seu pai, Ney Vianna, na Mocidade.

Na década de 30, a época de ouro da música popular brasileira, as marchinhas de Lamartine Babo marcaram sucessivos carnavais, entraram para a história e o tornaram “o maior compositor carnavalesco”. Suas composições são repetidas até hoje pelos foliões.

Durante o Carnaval no distrito de Juaba, no interior do Pará, é quase impossível encontrar odaliscas, pierrôs, piratas e diabinhas saltitando pelas ruas. Mais fácil é se deparar com foliões fantasiados de araras-azuis, onças-pintadas e bichos-preguiça. Eles fazem parte do Cordão da Bicharada.

A Estação Primeira da Mangueira desfilará na segunda-feira (12) com um enredo que homenageia Alcione. Em 2022, a sambista inspirou a gravação de um EP da funkeira Mc Tha. Ela gravou cinco músicas da discografia de Alcione que referenciam as religiões de matriz africana, mas acabaram se perdendo entre os sucessos românticos da maranhense.