vultos do antropoceno

A OBRA QUE BRUNO LATOUR DEIXOU

Como o pensador francês passou de inimigo e aliado da ciência
Imagem A obra que Bruno Latour deixou

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O repórter Bernardo Esteves entrevistou o pensador francês Bruno Latour quando de sua visita ao Rio de Janeiro em 2014. Agora, oito anos depois, Esteves escreve o obituário de Latour na edição de novembro da piauí. Não trata da biografia pessoal de Latour, mas sobretudo de sua obra extraordinária: o antropólogo e filósofo da ciência, que morreu no dia 9 de outubro aos 75 anos, era severamente criticado pelos cientistas até primeira década deste século. Acusavam-no de não acreditar na existência objetiva dos fatos. Daí em diante, porém, na medida em que a desinformação e o pensamento anticientífico começaram a se disseminar com ferocidade, Latour passou a ser resgatado pelos próprios cientistas que, finalmente, entenderam que suas críticas não eram contra a ciência – mas, ao contrário, consistiam numa defesa poderosa de sua complexa natureza. E tudo começou com um despretensioso pedido feito durante um coquetel numa noite de 2009. Os assinantes da piauí podem ler a íntegra do obituário aqui.


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