CRÉDITOS: ANDRÉS SANDOVAL_2026
Zirigui tã-tã-tã-tããã
Uma flautista polonesa no desfile do Salgueiro
Armando Antenore | Edição 233, Fevereiro 2026
Não existe nada equivalente à palavra borogodó em polonês. Talvez os termos que mais se aproximem da melódica expressão sejam wdzięk (graça) e charyzma (carisma). Mesmo assim, Marta Klimczak esbanja borogodó – ou molejo, bossa, gingado. “Não exagere”, contesta a polonesa de 35 anos. “Para uma gringa, até que impressiono. Mas perto das brasileiras…”
Ela é passista do Salgueiro e, desde novembro, treina pesado no Rio de Janeiro com a intenção de “quebrar tudo” durante o Carnaval. “Ensaio 90 minutos às terças-feiras e duas horas e meia às quintas.” Também atravessa as noites e madrugadas de sábado em exibições que sacodem a quadra da tradicional escola de samba. Um domingo por mês ainda se apresenta nas feijoadas que a agremiação organiza para arrecadar fundos.
Reportagens apuradas com tempo largo e escritas com zelo para quem gosta de ler: piauí, dona do próprio nariz
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